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Leiria e o nosso Distrito, a visitar.

O nosso distrito de Leiria está situado ligeiramente para a zona costeira, com história e tradição, oferece uma série de cidades e atracções únicas, com singulares paisagens diferentes, monumentos e costumes.

A encantadora cidade de Peniche fica junto à costa popular destino aquático. Local de excelência para encontrar os melhores restaurantes de peixe fresco e marisco.
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Podendo terminar a sua tarde numa majestosa reserva natural que são as Ilhas Berlengas rodeado de agua cristalina.
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Ou então, Nazaré pitoresca vila piscatória, conhecida pelas suas vastas tradições costeiras, onde por toda a costa os senhores dos mares ainda hoje estendem as suas redes em seus barcos centenários.
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 No coração da cidade de Leiria ergue-se um dos mais belos Castelos com a sua privilegiada vista sobre a cidade, em que a praça medieval Rodrigues Lobo e a renascentista Sé Catedral, podem ser avistadas.castelo-leiria-retro
Não podia deixar de referir no Mosteiro da Batalha obra-prima Gótica e com inúmeras histórias associadas, bem como o Mosteiro de Alcobaça um magnífico complexo medieval do século XII.
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Já famosa cidade das Caldas da Rainha impõem-se sobre a sua cerâmica tradicional (de cariz humorista/popular) e pelo seu artesanato.
Enquanto a cidade da Marinha Grande é reconhecida como a maior produtora de excelência de vidros do país.
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E não se esqueça da encantadora vila de Óbidos, caiada de branco e rodeada por muralhas do século XIV, mantêm o espirito e sensações dentro de muralhas.

Locais a Visitar

Fortaleza de Peniche
A Fortaleza de Peniche foi uma importante base militar durante a Idade Média. Pós desactivada passou a ser usada como abrigo para os refugiados Bóeres no início do século XX. Um campo de detenção de austríacos e alemães durante a I Guerra Mundial, e uma prisão para os opositores do antigo regime português.
A fortaleza acolhe hoje o Museu de Peniche, que apresenta uma colecção de artefactos regionais e documentação histórica relacionada com a ditadura portuguesa.
Igreja da Misericórdia
O tecto desta igreja é o seu ponto forte e encontra-se totalmente coberto com 55 pinturas que retratam cenas do Novo Testamento. Além das magníficas representações, também poderá admirar os belos azulejos Portugueses, várias esculturas e extraordinárias telas de Josefa d’Óbidos.Mosteiro da Batalha
Ou conhecido como Mosteiro de Santa Maria da Vitória, este monumento nacional foi mandado construir pelo Rei D. João I como sinal de gratidão à Virgem Maria pela vitória de Portugal frente a Castela na Batalha de Aljubarrota. Classificado como Património da Humanidade pela UNESCO este erguido em 1388 e sendo exemplo máximo da arquitectura Gótica no país.

No portal do Mosteiro, poderá admirar representações dos Apóstolos, de Profetas, Anjos e Jesus Cristo rodeado pelos quatro Evangelistas. Os túmulos do Rei D. João I, de D. Filipa de Lencastre e dos seus filhos podem ser visitados na Capela do Fundador. Vitrais ilustrando, cenas bíblicas como “A Visitação de Nossa Senhora”, a “Adoração dos Magos”, a “Fuga para o Egipto” e “A Ressurreição de Cristo” são expostas no interior do mosteiro, enquanto no exterior se podem ver as típicas gárgulas.Mosteiro de Alcobaça
Situado no fértil vale onde correm os rios Alcoa e Baço, este mosteiro foi doado à Ordem de Cister pelo Rei D. Afonso Henriques.

Da sua fachada barroca original com as duas torres, restam hoje apenas o portal, as duas grandes janelas e a rosácea central. No interior das capelas laterais do mosteiro encontram-se os belos túmulos esculpidos de D. Pedro I e da sua eterna amada D. Inês de Castro. Também permite o aceder aos túmulos do Rei D. Afonso II, do Rei D. Afonso III e das respectivas esposas e filhos. Outras partes do mosteiro situadas no claustro incluem a Sala do Capítulo, a Sala dos Monges e uma cozinha e refeitório datados do século XVIII. Na Sala dos Reis são de especial destaque os encantadores painéis de azulejos e as estátuas de argila dos monarcas portugueses.
Foram algumas das Zonas cativantes da nossa bela REGIÃO CENTRO…

Conqueiros

Situado num planalto a mais de 125 metros de altitude, Conqueiros é considerado um dos pontos mais alto da região, onde se apresentam algumas zonas muito acidentadas e arborizados, com destaque para grandes pinhais, olivais, vinhas, árvores de fruto e também o eucalipto.

locais-de-interesse-turistico_0O solo é fértil e irrigado nas zonas baixas, permitindo uma agricultura produtiva ligada ao milho, feijão, forragens e hortícolas nas zonas húmidas e baixas e é rico no subsolo em oca e gesso nas Picotas, onde há mais de três décadas se pratica a sua exploração industrial na pedreira de S. Martinho, fornecendo matéria prima para as fábricas de cimento e de cal hidráulica.

A paisagem é sobretudo o verde do pinhal que rodeia toda a aldeia ladeada por dois regatos com forte vegetação, onde predominam as árvores típicas dos terrenos húmidos, tais como o salgueiro, a amieiro, o choupo e a acácia, entre outras.

Ainda há poucos anos era possível ver os tradicionais carros de bois puxados por um ou dois animais, conforme as circunstâncias e na casa de alguns lavradores, as tradicionais medas ou sivanas, onde se guarda o pasto seco para a alimentação do gado no Inverno.

Do miradouro da Quinta Alves de Matos, em dias de céu limpo, pode contemplar-se uma paisagem deslumbrante, serpenteada por oliveiras entre casas, pinhais e terras de semeadura e, olhando a poente, perde-se de vista o pinhal de Leiria, a uns 8 Km, onde se pode deleitar a vista, projectando um olhar distante sobre a água cintilante do Oceano Atlântico, que fica a menos de 15 Km desta aldeia.


O Caseiro

Quando, no dia 26 de Abril de 1994 faleceu o Sr. Luís José Alves de Matos, nascido a 4 de Fevereiro de 1911, com o consequente desaparecimento de todos os descendentes desta ilustre família, ficou devoluto todo este património deixado em testamento ao caseiro, Sr. Luís Domingues, nascido em 1930 e o caseiro do último dos Alves de Matos durante quase meio século, até à data da sua morte.


Os “Alves de Mattos”

A família Alves de Mattos foi uma família abastada que se destacou no século XIX pelos diversos lugares de relevo que ocupou, pelo papel de alguns dos seus membros na cultura, no ensino e na religião.

Por exemplo, D. José Alves de Mattos, falecido em 09 de Abril de 1917, foi Professor no Seminário de Lamego, Reitor do Seminário de Santarém, Cónego da Sé de Lisboa, Provisor e Vigário Geral do Patriarcado, Arcebispo de Pessinonte e Arcebispo de Mitylene.

Date Age Event Title
6 Mar 1855 Born Souto da Carpalhosa
22 Sep 1883 28.5 Ordained Priest Priest
25 Jun 1903 48.3 Appointed Archbishop (Personal Title), Auxiliary of Lisboa {Lisbon}Portugal
25 Jun 1903 48.3 Appointed Titular Archbishop of Mitylene
8 Nov 1903 48.7 Ordained Bishop Titular Archbishop of Mitylene
9 Dec 1915 60.8 Appointed Titular Archbishop of Pessinus
14 Apr 1917 62.1 Died Auxiliary Bishop of Lisboa {Lisbon}Portugal

Mas foi sobretudo no desenvolvimento da atividade agrícola, de forma intensa e tecnologicamente avançada para a época, que se destacou o contributo desta família para a região, sobretudo durante os séculos XIX e XX, períodos de que se dispõe de mais informação.

  •      Pela doação da Capela/Igreja dos Conqueiros ao povo deste lugar, reconstruída em 1797, bem como o adro em frente da mesma, onde repousam os restos mortais de alguns dos membros da família;
  •      Pela doação da quinta do Colégio da Cruz da Areia em Leiria, feita por D. José Alves de Matos, arcebispo de Mityllene, desembargador da Relação e Cúria Patriarcal, Cónego da Sé de Lisboa e Tesoureiro da mesma Sé, conjuntamente com a sua irmã, ambos sepultados no adro da capela dos Conqueiros;

  •      Pela doação da maioria do terreno para a Escola Primária no vizinho lugar de Moita da Roda, para que aí fossem escolarizados os habitantes dos Conqueiros e da Moita da Roda;
  •      Pelo reconhecimento para o Concelho de Leiria, do valor histórico da primeira edição, em 1868, do livro “O Couseiro ou memórias do bispado de Leiria”, na pessoa do seu redator Pe. Inácio José de Matos, também ele aqui sepultado;
  •      Pelo contributo desta Quinta para o Agro museu municipal da Ortigosa, dado que aqui residiu a sua génese;
  •      Pelo contributo desta família para o trabalho e sustento de muitos homens e mulheres desta freguesia, até meados do século XX;
  •      Pelo seu papel na divulgação dos Conqueiros, da Freguesia e do Concelho, incluindo fotografias de casas típicas locais do século XIX, publicadas em livro histórico da época;

Souto da Carpalhosa

Segundo o Couseiro, esta freguesia data de época recuadíssima, podendo dar-se como existente já na segunda década do século XIII. Tendo pertencido, antes da criação do Bispado de Leiria, ao de Coimbra – embora isenta da jurisdição do Prior-mor de Santa Cruz – a freguesia do Souto viu-se privada, em 1589, dos lugares de Coimbrão, Ervideira e Monte Redondo, com que o Bispo D. Pedro Castilho fundou a nova freguesia de Monte Redondo.

De antiquíssimas tradições católicas, Souto da Carpalhosa, cuja igreja apresenta o teto artisticamente pintado pelo miniaturista Eduardo Mafra Elias, foi elevada a vigararia por D. Pedro Barbosa de Eça, em 1638. Tinham fama, nessa época, as suas peregrinações anuais aos santuários da Nazaré e de Nossa Senhora da Encarnação.

Vivendo quase exclusivamente da agricultura, a freguesia possui, como indústrias, algumas fábricas de olaria, fornos de telha, de tijolo e de cal. O fabrico de esteiras de bunho, na Carreira, é típico do Souto, onde também se faz a extração de gesso e de ocre, nas Várzeas e na Encosta de S. Martinho, respetivamente. Houve tempo em que também se fazia a exploração de cal hidráulica, agora abandonada. No Picoto, existem águas termais (uma fonte de água salgada e outra doce) de bons resultados no tratamento do reumatismo. Conquanto haja ferro próximo do Souto, continua por explorar.


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